9

tempo de navios desabitados
esta fala silenciada pelas âncoras

o corpo que pende das mãos
de um deus que não
se agita feito o mar

a sede de quem se move
entre as águas

Anúncios

6

querer o pássaro ainda que raro
as mãos que fabricam a aurora

partiremos nas manhãs de agosto
os olhos ancorados nos telhados
o mar entre os dentes

à sombra do álamo
teremos tudo