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querer o pássaro ainda que raro
as mãos que fabricam a aurora

partiremos nas manhãs de agosto
os olhos ancorados nos telhados
o mar entre os dentes

à sombra do álamo
teremos tudo

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antever o mais negro
rumor da memória
e destecer janelas

romper o céu

nos olhos do pássaro
uma cidade que morre